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Conta de luz fica mais cara em Mato Grosso do Sul após reajuste aprovado pela Aneel

Aumento médio de 12,11% já está em vigor e deve impactar consumidores a partir das próximas faturas

📅 22/04/2026 10:08 | Fonte: Campo Grande News
Conta de luz fica mais cara em Mato Grosso do Sul após reajuste aprovado pela Aneel
Divulgação

A conta de energia elétrica ficou, em média, 12,11% mais cara para cerca de 1,17 milhão de consumidores em Mato Grosso do Sul. O reajuste foi aprovado por unanimidade pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante reunião realizada nesta quarta-feira (22) e já entrou em vigor.

Para os consumidores de baixa tensão, que incluem residências e pequenos comércios, o aumento médio será de 11,98%. Dentro desse grupo, as residências terão reajuste de 11,75%, enquanto os consumidores rurais enfrentarão alta de 12,45%. Já para os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o reajuste médio definido foi de 12,39%.

De acordo com o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS), o impacto será sentido de forma mais direta nas contas a partir do mês de maio, dependendo do ciclo de leitura de cada unidade consumidora. Isso ocorre porque, embora o reajuste já esteja valendo, ele passa a refletir integralmente nas faturas conforme o período de consumo.

Entre os principais fatores que pressionaram o aumento estão os encargos setoriais, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Esse mecanismo funciona como um fundo destinado a custear políticas públicas no setor elétrico, como subsídios tarifários para consumidores de baixa renda.

Durante a análise do reajuste, também foi considerado um pedido de diferimento tarifário feito pela concessionária responsável pelo serviço no Estado. Na prática, parte dos custos — cerca de R$ 21 milhões — não foi repassada imediatamente aos consumidores, reduzindo o impacto atual, mas podendo influenciar aumentos futuros, especialmente em 2027.

O processo de definição do reajuste tarifário anual começou ainda em novembro do ano passado e passou por adiamentos antes da aprovação final. Inicialmente, os percentuais previstos eram mais altos, mas foram reduzidos após ajustes técnicos durante a análise.

O aumento reforça a pressão no orçamento das famílias e dos setores produtivos, especialmente diante de outros custos já elevados, e evidencia os desafios relacionados à estrutura tarifária do setor elétrico no país.

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